Hoje o dia amanheceu repleto de memórias
Os raios solares trouxeram acaloradas lembranças
Com a brisa da manhã chegaram antigas e conhecidas histórias
Cálidas passagens ainda vivas como transeunte que nunca descansa
Como toda glória e majestade do calor da estrela maior
Um sorriso meigo alvoreceu em minhas prosas ritmando os versos
Em meus braços estava feliz e palpável toda utopia poética
Repousando realizada refazendo-se a respirar ruborizada
Era a paz, era o sonho. Solidão jamais! Nem o olhar tristonho!
Mananciais de risos meneavam as frontes a se rir da busca
Pois que as palavras agora minguavam em sua vitória realizada como a luz que se ofusca
Os cantos naturais fluíam em cada pensamento
Entrelaçados estavam amor e união a cada momento
Mas na fugacidade da semente que em solo morre a germinar a vida
Com o tempo brotaram as espinhosas flores belas numa hora desapercebida
As faltas e desleixos que não encontram no amor a rima
Enegreceram luzes que brilhavam além de qualquer estima
Ao poeta ser humano errar é coisa certa
Desde que jamais pise os versos que exaltam e consagram-se à musa
Não pode se enfadar do cantar pedinte do olhar de sua rosa
Deve estar morto! Antes de faltar em sua ternura a entronizar em sonhos sua diva amorosa
Pois quando o coração se abre só pode ser tocado com amor
Qualquer outro contato é inadequado e fonte de dor
E assim o sonho termina em lágrimas impetuosas a desfigurar o riso
Assim os versos sangram rimas dilaceradas de angústias como de alguém que amou e foi feito piso
O tempo tortura, os sentidos aprisionam e a alegria murcha...
Hoje apesar de tudo meu bem-querer ainda sente
Meus sonhos ainda teimam em fazer de minhas pérolas o teu presente
Depois de toda a longa noite fria e ainda em meio a esta
Desejo com seu perdão ainda algo de sublime te oferecer
Tributar-te carícias douradas de amor
E realizar com todo meu coração tudo que contigo sonhei e não consegui fazer.

1 comment:
Não sabia desse seu lado poeta! Lindo blog! Parabéns, Julinho!
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