Monday, February 08, 2010


Austeros Alpes de altas alvas vistas

Guardiões arraigados, guerreiros guardadores

Imobilizados imortais em suas vigílias intermináveis

Encerram calados mistérios adocicados de contos felizes

Felizes os contadores de tais histórias

Que emocionam e encantam sem cerimônia

Imprimindo e cristalizando em muitas memórias

Ternuras possíveis somente nos sentidos ares da Patagônia

Sob os rosados céus do amanhecer em Bariloche

Avistado fui sem me dar conta

Em feições ruborizadas fui feito fantoche

E passados os meses silenciados em muita distância

Encontrado fui novamente por palavras simples, porém repletas de confiança

Os versos que agora vivem no jorrar em rima

Cativos nascem subjugados aos teus olhos de menina

E estas palavras que se negam a calar

São serviçais tuas, todo seu fôlego para te saciar

Agora me alegro por todas as pérolas por teus lábios ditas

E sofro a ciência da disparidade de nossas moradas

Como um garimpeiro eufórico que encontra uma enorme pepita

E se recorda da absurda fadiga de dias e horas incessantemente trabalhadas

Nos afagos distantes em que preciosamente me deleito

Em disciplinado contentamento me consolo

Singelos teus olhos me acompanham tarde da noite em meu leito

E teu iluminado sorriso cálido me embevece em tudo que olho

Majestosa Malena meiga musicada musa

Sejam agora os ventos meus criados e os céus os meus ouvidos

Para que sejam levados aos teus braços meus afagos e amores mais queridos

E incessantemente nos momentos do porvir

Viagem velozes meus e teus suspiros

Certificando-nos que mesmo ao longe lembramo-nos um do outro e vivemos a sorrir!

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