Austeros Alpes de altas alvas vistas
Guardiões arraigados, guerreiros guardadores
Imobilizados imortais em suas vigílias intermináveis
Encerram calados mistérios adocicados de contos felizes
Felizes os contadores de tais histórias
Que emocionam e encantam sem cerimônia
Imprimindo e cristalizando em muitas memórias
Ternuras possíveis somente nos sentidos ares da Patagônia
Sob os rosados céus do amanhecer em Bariloche
Avistado fui sem me dar conta
Em feições ruborizadas fui feito fantoche
E passados os meses silenciados em muita distância
Encontrado fui novamente por palavras simples, porém repletas de confiança
Os versos que agora vivem no jorrar em rima
Cativos nascem subjugados aos teus olhos de menina
E estas palavras que se negam a calar
São serviçais tuas, todo seu fôlego para te saciar
Agora me alegro por todas as pérolas por teus lábios ditas
E sofro a ciência da disparidade de nossas moradas
Como um garimpeiro eufórico que encontra uma enorme pepita
E se recorda da absurda fadiga de dias e horas incessantemente trabalhadas
Nos afagos distantes em que preciosamente me deleito
Em disciplinado contentamento me consolo
Singelos teus olhos me acompanham tarde da noite em meu leito
E teu iluminado sorriso cálido me embevece em tudo que olho
Majestosa Malena meiga musicada musa
Sejam agora os ventos meus criados e os céus os meus ouvidos
Para que sejam levados aos teus braços meus afagos e amores mais queridos
E incessantemente nos momentos do porvir
Viagem velozes meus e teus suspiros
Certificando-nos que mesmo ao longe lembramo-nos um do outro e vivemos a sorrir!

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