Na marcha que ruma à linha interminável
O passante soberano transmuta em muda dor o pesar insuportável
Aquilo que vinha sonhado polvilhado de ternura no porvir
Esmorece, embrumado esvoaçando-se, sumindo ao falir
Olhos abertos... anseios pelo fechar despertos
Fechados estes, contrassensos fantasiam-se de vida em feixes...
Marcha-se em lento e pesaroso passo para o inimaginável
Espera-se que este destino que faz detento seja ao menos suportável
Ao suave soar do vento deseja-se suar a própria essência
Desfazer-se em luz ao se fazer o dia nos raios cálidos da estrela
Abrasar-se o bastante para se bastar nas brasas da mais alta morada
Ultrapassar o passante soberano na supremacia de não mais haver nenhum momento...
Certo é que ao cerrar de todas as pelejas
Ao soar de todas trombetas
Esperança será findada e em palpável real fincada
E não se chamará esse por dia
Pois o aduzir dos dias do passante não mais se vestirá de sua soberania
Ao secar da última lágrima, ao se extinguir a derradeira dor
Momento e sempre, fundidos para sempre
Não mais passarão a aprisionar em seu fluxo de antes e depois
O ser será sempre, e o sempre não mais se saberá
Consumados serão os polvilhados do porvir
E a plenitude perdurante do incessante ágape
Inundará o simples por almejar apenas nele existir
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