Friday, February 26, 2010


Hoje o dia amanheceu repleto de memórias

Os raios solares trouxeram acaloradas lembranças

Com a brisa da manhã chegaram antigas e conhecidas histórias

Cálidas passagens ainda vivas como transeunte que nunca descansa

Como toda glória e majestade do calor da estrela maior

Um sorriso meigo alvoreceu em minhas prosas ritmando os versos

Em meus braços estava feliz e palpável toda utopia poética

Repousando realizada refazendo-se a respirar ruborizada

Era a paz, era o sonho. Solidão jamais! Nem o olhar tristonho!

Mananciais de risos meneavam as frontes a se rir da busca

Pois que as palavras agora minguavam em sua vitória realizada como a luz que se ofusca

Os cantos naturais fluíam em cada pensamento

Entrelaçados estavam amor e união a cada momento

Mas na fugacidade da semente que em solo morre a germinar a vida

Com o tempo brotaram as espinhosas flores belas numa hora desapercebida

As faltas e desleixos que não encontram no amor a rima

Enegreceram luzes que brilhavam além de qualquer estima

Ao poeta ser humano errar é coisa certa

Desde que jamais pise os versos que exaltam e consagram-se à musa

Não pode se enfadar do cantar pedinte do olhar de sua rosa

Deve estar morto! Antes de faltar em sua ternura a entronizar em sonhos sua diva amorosa

Pois quando o coração se abre só pode ser tocado com amor

Qualquer outro contato é inadequado e fonte de dor

E assim o sonho termina em lágrimas impetuosas a desfigurar o riso

Assim os versos sangram rimas dilaceradas de angústias como de alguém que amou e foi feito piso

O tempo tortura, os sentidos aprisionam e a alegria murcha...

Hoje apesar de tudo meu bem-querer ainda sente

Meus sonhos ainda teimam em fazer de minhas pérolas o teu presente

Depois de toda a longa noite fria e ainda em meio a esta

Desejo com seu perdão ainda algo de sublime te oferecer

Tributar-te carícias douradas de amor

E realizar com todo meu coração tudo que contigo sonhei e não consegui fazer.

1 comment:

Daniel Basilio said...

Não sabia desse seu lado poeta! Lindo blog! Parabéns, Julinho!