Saturday, April 19, 2008



Muito já se foi, indiferença indisponível

Muito já se fez, diferença invisível

É sentido a todo momento, incessante

Está apegada a mim permanente, asfixiante

O que se espera ainda daquele que entorna versos?

O que mais se demanda do trovador além de suas trovas?

São cruéis ilusões vazias e malefícios dispersos

Torturantes angústias e chagas além das piores provas

A matriz maior de todos os conscientes seres

A verdadeira causa e origem de tudo e de todas as coisas

Aquilo que supera e suplanta a todos os poderes

Que acompanha os sós e abandona as noivas

Esse será sempre o maior valor da vida

O único a refazer em todos as plenas verdades

A significar de fato porquês e liberdades

Se viver é mais que sorte

E infortúnio é mais que apenas morte

Nesse mosaico colorido que chamamos vida

Amortizar-se-ia para sempre toda cor

Se no contínuo da loucura fria

Algum néscio desentronizasse o verdadeiro amor

1 comment:

Anonymous said...

Ei Julio! Como prometido, descobri vc e estou deixando meu oi. Adorei nosso papo maluco e depois te mando um poema... lindo os seus!!!!
bjos azuis
Monalisa - BH