
Calma...
Um zunido tenro...
Dos primeiros raios a salva...
Por entre as frestas do horizonte refulge o silêncio cálido
A sucessão de espaços suspende um suspiro pálido
Melodias bucólicas mirram a própria melindrosa música
Brama benigna e não-belicosa sobre a água a bruma
Gigantesco girassol incandescente a galgar o céu
Firma-se fantástico no firmamento a findar da escura noite o fel
Transpondo a tudo em traços ternos
Emanam eloqüentes singelas entidades encargos eternos
Perfeita paisagem priorizada pelos prósperos pobres
Sublimidade sinfônica simples e soberana do insuperável ser
Nascida já notória a nubente natureza
Carecendo acamada das carícias da criação
Jaz nessa plenitude porém uma falta
Pois que fruto de supremo amor tudo se mostra
A imparidade noturna das trevas solitárias nunca cessará
Enquanto tal sentimento de ti por mim não tornar a brotar

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