Sunday, June 15, 2008


Calma...

Um zunido tenro...

Dos primeiros raios a salva...


Por entre as frestas do horizonte refulge o silêncio cálido

A sucessão de espaços suspende um suspiro pálido

Melodias bucólicas mirram a própria melindrosa música

Brama benigna e não-belicosa sobre a água a bruma


Gigantesco girassol incandescente a galgar o céu

Firma-se fantástico no firmamento a findar da escura noite o fel

Transpondo a tudo em traços ternos

Emanam eloqüentes singelas entidades encargos eternos


Perfeita paisagem priorizada pelos prósperos pobres

Sublimidade sinfônica simples e soberana do insuperável ser

Nascida já notória a nubente natureza

Carecendo acamada das carícias da criação


Jaz nessa plenitude porém uma falta

Pois que fruto de supremo amor tudo se mostra

A imparidade noturna das trevas solitárias nunca cessará

Enquanto tal sentimento de ti por mim não tornar a brotar

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