Wednesday, March 12, 2008



No limiar da dor inexaurível

Quando a angústia dilacerava os corações

Em meio à luz inacessível

Emergiu Aquele cuja voz soa como mil trovões

Envergonhado o sol não deu a sua luz

Ruindo de pavor a terra se rasgou como um manto e se fendeu

O pranto se multiplicou e não mais se via no céu os seus azuis

Lamento se ouvia por Aquele de quem o homem se esqueceu

Um amor como nunca antes imaginado

Como torrentes de uma chuva serôdia

Inundou os universos interiores e tudo que havia sido quebrantado

Toda lágrima foi enxugada

Toda lástima apagada

Do amor agora vinha a luz e o calor

Passado esquecido e longínquo se fez a dor

O tempo se desfez, não mais existe

Pois naquele segundo inesquecível de júbilo inigualável

Não mais necessitavam de se passarem as horas tristes

Um minuto ou mil anos... não há mais nisso questão

O sempre e o agora se fundiram

E a felicidade plena palpável se fez

Quando esse Amor se uniu em perfeição

Àqueles que a partir desse momento eterno para sempre sorriram

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