Thursday, January 31, 2008



No limiar de um novo dia, um risco antes da linha do horizonte

É onde se finda a nostalgia, e a certeza do invisível move um monte!


Logo pela manhã, com a chegada dos primeiros raios

O renovo eterno chove e envolve como a bruma

O feito fica, prevalece a chegada de outros Maios

Esmorece e dissipa-se a aflição noturna


Coreografados pela sabedoria do Único

Sol e Lua dançam sua rotina

Milagrosa sucessão para qual ninguém atina

Por sobre todos fazem seu passeio mudo

Impulsionados pela consntante que sujieta e liberta a tudo

Aquilo que há muito foi criado para nos renovar o alento

O palco dessa dança cósmica é por Ele chamado de tempo


O amor que tudo fez e faz ainda

Está sempre perto e perfeitamente aberto

Àqueles que não se escondem e não se defendem

Se lançam, não se reservam, são curados e aprendem

Com as mãos abertas e a vida confiada plenamente

Não há tormento que se sustente

Não há escuridão que não se dissipe

Nem ferocidade opositória que não desiste

Pois nem a esperança do dia novo

Nem o tempo e o seu renovo

Tão pouco o amor e o seu poder

Sararão a quem não quiser vencer


A cada lágrima que semeio com o coração partido

Colho a alegria absoluta sobre o sofrer vencido

Pois os passados doídos passos que nem pareciam meus

Sempre me conduzem para o meu Deus!

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