
Do mais consagrado ícone da beleza natural
Brota matéria-prima pura da rima
O sabor ímpar que santifica o paladar
Consagra o desejo separado pela decisão
Passa-se desapercebido por qualquer outro néctar
Faz-se insensível a qualquer outro aroma
A brisa suave da primavera tributa estagnada a devida honra
A leveza singular das criaturas singelas se prosta e exalta
A cosntante imutável do tempo impotente aguarda
O espaço se nega a existência
Diante de tua presença de absoluta imponência
O dia nasce quando teu sorriso irrompe
A noite chega quando teu abraço esconde
A vida segue
Mas irradiados por tua ternura doce
Por mais cruel que a vida fosse
A agonia seria música
E a peleja lúdica
Pois como a chuva acaricia a terra
E as águas moldam e afagam as margens de qualquer rio
Tua doçura mesmo passada é eterna
E em teu amor não há recôndito frio


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