
Intermináveis sejam todos os sons
Sons de maestria e de arte
Que venham os louvores em todos os tons
Que se ouça dessa felicidade em toda parte
Poucos sejam todos os seres do universo
Para que se cante sem reservas ou falso e frio pudor
O canto majestoso que brota da vida em verso
E se levante incandescente ao Nome o louvor
Como não se contem o amor em frasco
De amores por Ele me rasgo
Pois que somente um lampejo de seu rosto
Por uma imagem de seu amor
A tudo se recobra o gosto
E longínqua e passada viagem se faz a dor
Não há preço ou quantia que equipare essa festa celestial
A não ser aquela lembrança viva e que foi fatal
Daquele único amor e dedicação que de sua vida não fez caso
E com ela me comprou a minha
Fazendo eterno e puro o que era como pasto
E num ato de plena ternura consumada
Com seu selo me marcou para além do mensurável
Transcendendo toda aquela substância passada
Encerrou-me em uma união perfeita, íntima, salvadora e interminável.

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