Tuesday, September 26, 2006


Poucos são os contos, muito aquém estão dos fatos. Pois até as mais sublimes palavras, ante a majestade vivida se tornam pálidas. Invisível e indizível poderosa intervenção, faz queimar e arder grande presença, desfaz e dissipa toda a frieza da razão. Não faz uso de força ou estrondoso anúncio, não chega em turbilhão de vista, mas se porta como o que é, apresenta-se nas entrelinhas sutis de sua sabedoria, e assim que se chega põe toda oposição em aflita correria. Não há poder ou autoridade que se ponha em resistência, tudo e todos instantaneamente se devem curvar e reverenciar, visto que diante do amor e poder maior não há insistência, só o que resta é rendição e um eterno agradecer e adorar. Desde as mais profundas e insondadas calamidades do inconsciente, passando avassaladoramente por todas as particularidades latentes, até os mais negros e frios manifestos arrogantes, tudo se rende e se há de prostrar, nada resiste e se põe além da inevitável maravilhosa admiração. Porque diante daquele que antes da primeira alvorada já brilhava em si, não há alternativa a não ser se apaixonar, se entregar, adorar e sem reservas derramar todo o coração.

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