
No limiar de um novo dia, um risco antes da linha do horizonte
É onde se finda a nostalgia, e a certeza do invisível move um monte!
Logo pela manhã, com a chegada dos primeiros raios
O renovo eterno chove e envolve como a bruma
O feito fica, prevalece a chegada de outros Maios
Esmorece e dissipa-se a aflição noturna
Coreografados pela sabedoria do Único
Sol e Lua dançam sua rotina
Milagrosa sucessão para qual ninguém atina
Por sobre todos fazem seu passeio mudo
Impulsionados pela consntante que sujieta e liberta a tudo
Aquilo que há muito foi criado para nos renovar o alento
O palco dessa dança cósmica é por Ele chamado de tempo
O amor que tudo fez e faz ainda
Está sempre perto e perfeitamente aberto
Àqueles que não se escondem e não se defendem
Se lançam, não se reservam, são curados e aprendem
Com as mãos abertas e a vida confiada plenamente
Não há tormento que se sustente
Não há escuridão que não se dissipe
Nem ferocidade opositória que não desiste
Pois nem a esperança do dia novo
Nem o tempo e o seu renovo
Tão pouco o amor e o seu poder
Sararão a quem não quiser vencer
A cada lágrima que semeio com o coração partido
Colho a alegria absoluta sobre o sofrer vencido
Pois os passados doídos passos que nem pareciam meus



