Thursday, January 31, 2008



No limiar de um novo dia, um risco antes da linha do horizonte

É onde se finda a nostalgia, e a certeza do invisível move um monte!


Logo pela manhã, com a chegada dos primeiros raios

O renovo eterno chove e envolve como a bruma

O feito fica, prevalece a chegada de outros Maios

Esmorece e dissipa-se a aflição noturna


Coreografados pela sabedoria do Único

Sol e Lua dançam sua rotina

Milagrosa sucessão para qual ninguém atina

Por sobre todos fazem seu passeio mudo

Impulsionados pela consntante que sujieta e liberta a tudo

Aquilo que há muito foi criado para nos renovar o alento

O palco dessa dança cósmica é por Ele chamado de tempo


O amor que tudo fez e faz ainda

Está sempre perto e perfeitamente aberto

Àqueles que não se escondem e não se defendem

Se lançam, não se reservam, são curados e aprendem

Com as mãos abertas e a vida confiada plenamente

Não há tormento que se sustente

Não há escuridão que não se dissipe

Nem ferocidade opositória que não desiste

Pois nem a esperança do dia novo

Nem o tempo e o seu renovo

Tão pouco o amor e o seu poder

Sararão a quem não quiser vencer


A cada lágrima que semeio com o coração partido

Colho a alegria absoluta sobre o sofrer vencido

Pois os passados doídos passos que nem pareciam meus

Sempre me conduzem para o meu Deus!

Thursday, January 17, 2008


Ilusão pensar que há algum poder
Vaidade dizer que algo se pode fazer
A confiança e a entrega são tudo em sua inevitabilidade
A fidelidade e a justiça estão sempre em sua infalibilidade

Seus olhos estão sobre cada pseudo segredo
Seu amor a tudo ilumina e dissipa o medo
Tudo que existe está ao seu alcance
Os nossos séculos são o seu relance

Acima de todos os nossos delírios está o seu domínio
Em nossos sonhos mais insólitos nos visitam os seus
Trazem como a chuva temporã sua voz e seu carinho
Seu toque nos sublima em incomparáveis apogeus
Em seu colo há o calor e o afago
Sua voz é sempre minha alegria e amparo

Em todo o curso, no decorrer da vida
Não há como se esquivar de ter ferida
Mas em seu tratar de mim terno e aquecido
Até o mais pisado coração ferido
Se refaz e se renova sempre curado
Pois depois de toda labuta e o espírito cansado
Tenho abrigo e acolhida em teu amor
Visto que meu lar será sempre o teu coração meu Senhor

Monday, January 14, 2008



Do mais consagrado ícone da beleza natural
Brota matéria-prima pura da rima
O sabor ímpar que santifica o paladar
Consagra o desejo separado pela decisão

Passa-se desapercebido por qualquer outro néctar
Faz-se insensível a qualquer outro aroma
A brisa suave da primavera tributa estagnada a devida honra
A leveza singular das criaturas singelas se prosta e exalta
A cosntante imutável do tempo impotente aguarda
O espaço se nega a existência
Diante de tua presença de absoluta imponência

O dia nasce quando teu sorriso irrompe
A noite chega quando teu abraço esconde
A vida segue

Mas irradiados por tua ternura doce
Por mais cruel que a vida fosse
A agonia seria música
E a peleja lúdica
Pois como a chuva acaricia a terra
E as águas moldam e afagam as margens de qualquer rio
Tua doçura mesmo passada é eterna
E em teu amor não há recôndito frio