
O fim dos sonhos...
A chegada do frio
Abraçar o vazio
Esquecer a esperança há muito por um fio
Encarar o que agora vem
Na profunda dolorida tristeza que chamo realidade
Não vejo para nada do que por dentro construí utilidade
Não encontro ou formulo sentido para felicidade
A urgência necessária é o único impulso
Os motivos cheios de sentidos e sentimentos se esvaíram
Os objetivos são práticos, os da arte se extinguiram
Qualquer centelha de novo início logo se junta aos que há muito faliram
Muito distante se fez minha vida
Vivo este momento por ter que viver
As escolhas não existem e não posso correr
Apesar de inevitável me firo por assim ser
Longo foi o ciclo da esperança
Surgiu e quando tudo falhava
Nutriu e manteve o que já quase parava
E repetidamente perdurou até que ela própria foi como o que se desmanchava
O que fazer quanto ao próximo nascente dia?
As cores estão frias
Os brilhos todos foscos
Os corações são todos ocos
Toques plenamente sem cor futura
Palavras desnutridas de sentido
Eminente é toda a ruptura
Falta todo ar e o fôlego está perdido
As paredes impunes ao meu redor apertam
Os gritos todos ignoram
As lágrimas em vão se multiplicam
A dor não cessa nunca
Como dissipar de mim o que a escuridão me ajunta?!
Só o querer do Nome pode salvar
A luz inacessível é a única certeza
Certeza que parece longínqua
Distância quanto a qual nada posso fazer
A não ser esperar que chegue o momento salvador dEle querer

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