Monday, January 18, 2010


Dizem que quando certos astros se alinham, o firmamento pode até tremer, estrelas são eclipsadas e coisas inesperadas podem acontecer.

Dizem que as pessoas têm auras, que podem brilhar como estrelas ou até mesmo pairarem austeros no espaço como verdadeiros astros.

Dizem que, apesar de ser utopicamente raro, astros e estrelas podem colidir na imensidão do frio espaço. E que quando isso acontece, ambos se fundem, iluminam milhões de anos-luz com a energia que liberam e podem formar singularidades de proporções astronômicas...


Ninguém nunca me disse, mas eu imagino.

No dia em que seus olhinhos de estrela iluminados por teu incandescente coração apaixonante atravessou meu olhar sonhador, mergulhado em alusões utópicas de versos e mais versos a cantar e celebrar alguém que eu nem conhecia, creio que o impossível se fez provável quando nossos corações estrelados e espaciais entraram em perfeita rota de colisão terna, me fazendo vislumbrar uma singularidade no firmamento, uma estrela gigante filha de uma supernova apaixonada. Esta gerada pela perfeita união de dois corações aparentados pelo destino e fadados inevitavelmente a perfeita felicidade eterna, sendo um único sol a findar qualquer que seja a longa noite até agora vivida.

Friday, January 15, 2010


Se me forem abertos os portais do teu amor!

Lá seria minha definitiva morada
Meu lar querido como em terra idolatrada!

Faria ali um jardim florido com teus sorrisos de alegria
Margaridas formosas diariamente brotariam com os carinhos todos que te faria!

Por teus sentidos seriam vividas as estações todas:
A primavera do teu sonhar, o verão quando te realizasses
O outono em teu repousar, o inverno quando te refizesses

O amanhecer seria pouco para cantar e idolatrar teu brilhar
O anoitecer seria singelo para te abraçar e adormecer ao teu lado, a te desejar

Minhas sementes seriam preciosas como uma palavra meiga
Teu coração, meu solo, germinaria caules de amores a jorrar como seiva

Em teus belos e formosos cabelos como num bosque me perderia
E se ninguém nunca mais me encontrasse, nem me importaria, porque sei que de tua vista jamais sairia

Por teus olhares teria janelas
Pelas quais me encantariam as alvoradas das realizações todas que esperas

Em toques nos viria nosso puro alimento
Em prazeres e amores constantes eternos a nos dar sustento

Em minha voz estaria sempre o canto e a poesia
Para compor a paisagem dos fins de tarde que em meu colo minha musa se aninharia

Todos os dias seriam plenos nos sentidos e inéditos com todo sabor
Se me fossem abertos os portais do teu amor!