Saturday, November 08, 2008





Entre o gênio e o louco, o sábio e o indouto

Entre o sublime e o vulgar, o ser e o não estar

Singelas fileiras, vivem-se sempre às beiras...

O desejado era fugido, o desistido me foi acusado

O pretendido faliu, o esquecido me perseguiu

Habitando nas frestas da novidade que causa estranheza

Recusando-se a batizá-la com sua suposta por outros nobreza

Não pertenço, não satisfaço, não me igualo nem encontro correlatos

Se os geniais nunca se reverenciam como tais

E os loucos vez por outra são tidos como os verdadeiros sensacionais

O que será daquele aflito

Que morre a cada segundo em interno conflito

Que quando valorosamente a arrogância mata

Por não admitir dar-se a si mesmo demasiada honra

Condena-se à igualdade com aqueles que a sanidade acaba

Sofrendo assim as penas frias da exclusão de ser tal qual o morto que incomoda e cala?...

Se fossem estes os últimos versos?

A indisponibilidade do passado os fariam ricos?

Ou o gélido e pavorosamente cruel tempo

Silenciaria a tudo como o finado vento?

Na verdade, no fundo de qualquer genialidade está a paixão

Indivíduos loucamente apaixonados por suas manufaturas próprias

Por assim fazerem nunca as fazem tortas

Por amarem de todo nunca geram semelhança com nada!

O amor é eterno e único...

Amar além de si também é dito loucura

Delírios egoístas batizados de “amor próprio” contra isso pelejam

Dá-se tanto de si que, neste nefasto corrompido frio mundo, se sofre tortura

Por amarem perfeitamente, independente da realidade em que estejam

Idéias geniais, delírios sensacionais

Quem determinará tão sutil diferença?

Quem arredará aquele que ouviu a Voz de sua crença?

Digo apenas isto:

Que o habitante do reino do sol

Se apaixonou tanto pelos raios cintilantes do luar quando primeiramente visto

Que desejou viver a noite de seu amor em prol

E por seguir e viver o que lhe fora dado

Ficou cego, só e desorientado

Pela luz de seu habitat abandonado

Desesperou-se por voltar ao dia

Mas seu ser estava agora em intransponível agonia

Pois que sem o luar não podia respirar e cego e só não podia viver

Só lhe restou aguardar indefinidamente

Pelo milagre solar de um novo dia nascer...

1 comment:

Paula Wenke said...
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