No limiar da dor inexaurível
Quando a angústia dilacerava os corações
Em meio à luz inacessível
Emergiu Aquele cuja voz soa como mil trovões
Envergonhado o sol não deu a sua luz
Ruindo de pavor a terra se rasgou como um manto e se fendeu
O pranto se multiplicou e não mais se via no céu os seus azuis
Lamento se ouvia por Aquele de quem o homem se esqueceu
Um amor como nunca antes imaginado
Como torrentes de uma chuva serôdia
Inundou os universos interiores e tudo que havia sido quebrantado
Toda lágrima foi enxugada
Toda lástima apagada
Do amor agora vinha a luz e o calor
Passado esquecido e longínquo se fez a dor
O tempo se desfez, não mais existe
Pois naquele segundo inesquecível de júbilo inigualável
Não mais necessitavam de se passarem as horas tristes
Um minuto ou mil anos... não há mais nisso questão
O sempre e o agora se fundiram
E a felicidade plena palpável se fez
Quando esse Amor se uniu em perfeição
Àqueles que a partir desse momento eterno para sempre sorriram
